sábado, 12 de março de 2011

Artigo: A imprensa e a justiça entram na Batalha de Orkut. Parte 2



Em fevereiro de 2006 o Jornal O Estado de São Paulo publica uma matéria especial, brilhantemente produzida pelo jornalista Rodrigo Martins, retratando os mais variados crimes praticados impunemente no Orkut, com destaque para a ação dos pedófilos brasileiros que utilizavam o site para aliciar as nossas crianças e adolescentes. Vale a pena transcrever um trecho da matéria para percebermos a que ponto chegara o descaso do Google com o que acontecia no Orkut. Segue o trecho:
Abre aspas.
“No site, pedófilos divulgam seus e-mails para trocar fotos de menores em situações eróticas. E traficantes propagandeiam livremente a venda de drogas, como ecstasy, LSD e lança-perfume.
Há ainda falsários que comercializam receitas médicas para a compra de remédios de tarja preta. Outros grupos reúnem praticantes de rachas automobilísticos, que usam o espaço virtual para agendar os “pegas” nas ruas.

“O Orkut se tornou o maior repositório de criminosos da web brasileira”, denuncia Thiago Tavares, da organização SaferNet, que luta contra crimes de direitos humanos na web. As denúncias recebidas pela ONG apontam que, hoje, o Orkut é o campeão em pedofilia na internet: está envolvido em 48% dos casos reportados.
Já na Polícia Civil paulista, os crimes virtuais no Orkut são os responsáveis por 30% das denúncias recebidas pela delegacia de meios eletrônicos. E, segundo o delegado Francisco Bondioli, essa participação está crescendo. “Hoje, o Orkut só perde para o roubo de dados bancários pela web.” Fecha aspas.
O Google Brasil mais uma vez adota o silêncio e ignora os apelos da imprensa e da sociedade civil brasileira. Ainda naquele mês a SaferNet Brasil decide protocolar uma representação cível e criminal no MPF-SP contra a Google Brasil Internet Ltda, solicitando a abertura de inquérito policial para apurar a responsabilidade criminal dos responsáveis pela empresa no Brasil pelos crimes tipificados nos incisos II e III do parágrafo 1 do Art. 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente e no Art. 68 do Código de Defesa do Consumidor, bem como o ajuizamento de uma Ação Civil Pública. A representação é embasada em um relatório de 150 (cento e cinquenta) páginas que retrata com riqueza de detalhes os crimes e violações contra os Direitos Humanos praticados em larga escala por brasileiros através do Orkut no Brasil.
Leia todo o artigo do Luis Sucupira, escrito em março de 2011, clicando aqui.

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